Técnicas de cultivo do tomate – Guia do plantio de tomate

Resumo do plantio de tomate

Cultivar tomates em ambiente externo – se feito racionalmente e de forma escalável – pode ser uma boa fonte de renda. Em poucas palavras, o tomate é uma planta perene, porém a maioria dos produtores as produzem anualmente. A maior parte dos produtores de tomate começam as plantações desde sementes (híbridas) em um ambiente interno protegido. Enquanto esperam as mudas crescerem e ficarem prontas para o transplante (normalmente 30-50 dias), eles preparam o campo. Eles preparam a terra e removem qualquer resto de cultivos anteriores. Alguns produtores colocam um filme plástico preto no chão. Esse filme plástico preto não só ajuda o solo a ficar mais quente, mas também controla as ervas daninhas. Além do mais, antes do plantio, os produtores de tomate fazem o design e preparam o sistema de irrigação, o qual normalmente é irrigação por gotejamento.

Quando elas estão prontas para o transplante, eles fazem pequenos buracos no filme plástico onde plantam as mudas. A Fertilização, Irrigação por Gotejamento e Manejo de Ervas Daninhas são feitas na maioria dos casos. Quando as plantas alcançam uma altura de 40cm (16pol), a maioria dos produtores colocam estacas nas plantas, principalmente nas variedades indeterminadas. Se não, as plantas são incapazes de suportar seu próprio peso e continuarem desenvolvendo (isso não se aplica para as variedades de tomate processado). Os produtores também podem fazer a poda em algumas variedades que vão para a mesa. Isso significa que produtores comerciais de tomate removem alguns frutos nas suas fases iniciais de desenvolvimento. Eles fazem isso para estimular a planta a usar seus recursos em menos frutas, porém maiores e mais saborosas.

A maior parte das variedades de tomate podem ser colhidas em cerca de 7-10 semanas após o transplante. O tempo do plantio até a colheita depende da variedade, condições climáticas e da idade das mudas plantadas. Os produtores colhem os tomates usando tesouras manuais ou facas, normalmente em 2-3 sessões por semana. Isso não se aplica para tomates que serão enlatados. Produtores colhem os tomates industriais (processados) mecanicamente em uma sessão pois o máquina de colheita com seu trator destrói totalmente a planta. Após a colheita, os produtores de tomate destroem o resto da plantação. A rotação de culturas é essencial no cultivo de tomate. Quando possível, produtores fazem a rotação de culturas (com repolho, milho, legumes e outros) para controlar doenças e impedir o solo de se esgotar.

O fator restritivo quando estiver cultivando tomates em ambientes externos normalmente é a temperatura. A planta requer temperaturas médias de 18 a 26 °C (64.4 a 85 °F), enquanto a temperatura do solo não deve ficar abaixo de 14 °C (57 °F). A baixa temperatura durante o período de crescimento irá inibir o procedimento. É praticamente impossível para plantas estressadas recuperarem.

É crucial decidir o método de crescimento assim como as variedades de tomate que crescem mais na sua área.  Existem três métodos para cultivar tomates: Cultivo da semente, cultivo de mudas não-enxertadas e crescimento de mudas enxertadas.

Como cultivar tomates da semente

O tomate é uma cultura de temporadas quentes. Os tomateiros precisam, em média de 7-10 semanas após o transplante para serem colhidos. Entretanto, se você estiver planejando cultivar tomate da semente, existem alguns fatos que você precisa saber. Primeiro, as sementes de tomate precisam que a temperatura de pelo menos 21 °C (70 °F) para germinar. Em segundo lugar, as sementes precisam ter níveis ótimos de umidade para brotar. Irrigar demais pode ser danoso. Em áreas com risco de geada, os produtores preferem colocar as sementes em sementeiras sob condições controladas e, então, transplantá-las em suas posições finais. Em média, precisamos de 120-150 gramas de sementes por hectare (1 hectare = 2,47 acres = 10.000 metros quadrados).

Como cultivar tomates de mudas não-enxertadas

Outro método é cultivar tomates de plantas não-enxertadas. Se seguirmos esse método, é crucial escolher cuidadosamente a variedade de tomate que vamos plantar. Se, por exemplo, os campos na nossa área tiverem problemas com doenças de solo, pragas, níveis de pH extremos ou níveis de salinidade, então nem todas variedades podem prosperar. Algumas variedades são tolerantes a alguns desses fatores, enquanto outras não.

Como cultivar tomates de mudas enxertadas

Atualmente, um número significante de produtores prefere usar mudas enxertadas de tomate. Em poucas palavras, o enxerto é uma técnica comumente usada na qual juntamos partes de duas plantas diferentes para que elas possam crescer como uma só planta. A parte superior da primeira planta é chamada de enxerto e cresce sob o sistema radicular da segunda planta, que é chamada de porta-enxerto.  Eventualmente teremos uma planta que combina todas as vantagens dos seus diferentes componentes. Alguns produtores experientes, com conhecimento específico, preferem cultivar de sementes tanto a planta que será porta-enxerto quanto a planta que será o enxerto. Então, eles fazem o enxerto por conta própria. Outros preferem compram mudas enxertadas certificadas de vendedores confiáveis.

Requisitos de solo para o plantio de tomate

Tomates não possuem requisitos estritos de solo. Eles crescem em uma grande gama de solos, contanto que sejam bem drenados. Entretanto, a planta vai prosperar melhor em solos meio arenosos com aeração apropriada e com drenagem. A planta é sensível à seca e condições encharcadas. Os níveis de pH ótimo ficam entre 6 e 6.5.

A preparação básica do solo começa algumas semanas após o transplante das mudas de tomate. Os produtores removem quaisquer remanescentes de culturas prévias e ervas daninhas e fazem o arado apropriadamente a uma profundidade de 60 cm (23.6 polegadas). O ato de arar melhora a aeração e a drenagem do solo. Ao mesmo tempo, eles removem pedras e outros materiais indesejados do solo. Uma semana depois, muitos produtores aplicam um fertilizante basal como esterco apodrecido ou fertilizante comercial sintético, sempre após examinar os resultados do seus testes de solo e após consultar um agrônomo local licenciado. A maioria dos fazendeiros fazem a aplicação do esterco no mesmo dia com lavoura. Alguns produtores preferem aplicar o esterco só nas faixas que irão plantar, enquanto outros aplicarão no campo inteiro. É claro que o primeiro método é mais econômico. Provavelmente será uma boa hora instalar canos de irrigação por gotejamento no dia seguinte. O próximo e mais importante passo (especialmente em países com baixas temperaturas de solo durante o período de plantio) é a cobertura linear por polietileno. Muitos produtores cobre as fileiras com Fotografias de Transmissão por Infravermelho (IRT) pretos ou verdes ou filme plástico preto. Eles usam essa técnica para manter a temperatura da zona radicular em níveis ótimos (>21 °C ou 70 °F) e impedir o crescimento de ervas daninhas.

Plantação de tomate, Espaçamento das plantas e Número de plantas por hectare.

Em vários países produtores de tomate, a melhor época para plantar tomates em ambientes externos é, normalmente, durante o meio ou a segunda metade da primavera. Porém, em algumas áreas onde as temperaturas são altas o suficiente, o plantio certamente pode ser feito mais cedo. Por outro lado, em áreas mais ao norte, os produtores normalmente fazem o plantio de tomates durante o início do verão.

Em vários casos, as jovens mudas precisam passar por um processo chamado “endurecimento”, antes do transplante. O endurecimento é praticamente um tipo artificial de estresse. Ele pode envolver a mudança de temperatura ou outras técnicas e é feito para ajudar a planta a se adaptar melhor às novas condições. Os produtores normalmente causam o estresse hídrico pela redução gradual do suprimento de água para suas plantas. Algumas horas após o transplante (13-15 horas), os produtores interrompem completamente o suprimento de água e então as irrigam imediatamente após o transplante. Os produtores de tomate mantêm suas mudas em semeadeiras por 30-50 dias, antes de transplantá-las para suas posições finais. Os produtores preferem transplantar mudas que tem 3-6 semanas de idade. Neste ponto, as plantas terão uma altura média de 20 cm (8 polegadas) e terão 3-5 folhas verdadeiras.

Após todos os passos de preparação que começaram meses após o plantio (arado, fertilização basal, instalação do sistema de irrigação e cobertura do plástico filme), nós podemos proceder com o transplante. Os produtores rotulam os pontos exatos no plástico filme ou diretamente no solo onde eles irão plantas as mudas. Então eles fazem buracos e plantam as mudas. É importante plantar as mudas na mesma profundidade que estavam no viveiro.

Produtores de tomate de ambiente externo normalmente plantam suas mudas em fileiras simples. Um padrão comum para o plantio em fileiras únicas é 0,3 m a 0,6 m (12-24 polegadas) de distância entre as plantas na fileira e 0,8 m a 1,3 m (2.6-4.3 pés) de distância entre as fileiras. Para plantio de fila dupla, os produtores mantêm a distância entre as plantas na fileira, 0,45 m (1,48 pés) de distância entre as fileiras e 1,2 m (3,94 pés) entre os pares. Seguindo esses padrões, teremos aproximadamente 15000-30000 plantas por hectare. As distância e o número exato de plantas dependem da variedade do tomate, as condições ambientais, o sistema de irrigação e, claro, o rendimento desejado pelo produtor. (1 hectare = 2,47 acres = 10.000 metros quadrados).

Como podar tomateiros

A poda é uma das técnicas mais importantes práticas de agricultura principalmente para variedades indeterminadas de tomate. Ela fornece várias vantagens. Primeiro de tudo, a poda permite os agricultores a monitorar e balancear o estabelecimento de vegetação e frutos das plantas. Além do mais, a poda facilita a aeração, que previne infecções. Além do mais, a colheita, assim como outras técnicas de agricultura (pulverização de químicos) se tornam muito mais fáceis.

Em geral, tomateiros sem poda param de produzir quantidades suficientes de frutos após certo tempo. Precisamos entender que nem todos tomates precisam da mesma poda. Geralmente, temos dois tipos de tomates, determinados e indeterminados. Variedades indeterminadas precisam de podas mais pesadas que variedades determinadas para crescer apropriadamente. Uma técnica comum de poda inclui a remoção de hastes externas deixando apenas a nervura central para crescer. Dessa forma, a planta fica com apenas uma nervura e se expande apenas verticalmente. Outra técnica é arrancar as partes mortas da planta durante as etapas iniciais de desenvolvimento, seguido pela remoção das hastes periféricas exceto por 2-4. Portanto, a planta desenvolve 2-4 nervuras principais.

A maioria dos produtores também aplicam o desbaste. Eles removem as hastes que crescem entre as nervuras e a folhagem. É crucial tentar não cortar a haste muito próxima da nervura. Ao invés disso, você pode considerar deixar uma distância de 4 cm para evitar infecções. Para o plantio de tomate em ambiente externo, existem muitas variedades que possuem crescimento limitado e não precisam de poda.

Estacas em tomates

A maior parte dos produtores de tomate usam estacas nos seus tomates. Especialmente quando se trata de variedades indeterminadas, o uso de esta é quase sempre necessário. Existem várias vantagens no uso dessa técnica. Primeiro, isso impede que a folhagem e as frutas toquem o solo, enquanto, ao mesmo tempo, dá espaço extra para aeração. Além do mais, a colheita fica muito mais fácil. A hora certa de começar a usar estacas é quando os tomates atingirem uma altura média de 40cm (16 pol).

Os produtores colocam estacas de forma linear próximo a cada planta e amarram gentilmente as plantas sobre elas. Eles também podem colocar um fio a cada 30 cm (11,8 polegadas) por cerca de 1,5 metros (59 polegadas) de altura. O fio é colocado perpendicular às pilhas e paralelo às linhas.

Requisitos hídricos do tomate – Sistemas de irrigação de tomate

O plantio de tomate em ambientes externos pode precisar de até 700 mm de irrigação durante a temporada de crescimento. Grande parte das necessidades hídricas em cultivos em ambiente externo são cobertos pela água da chuva. Entretanto, os requisitos hídricos do tomate são diferentes durante as várias etapas de desenvolvimento da planta. Em geral, os períodos críticos em termos de irrigação durante o florescimento, estabelecimento dos frutos e, claro, o amadurecimento dos frutos. Antes dessas etapas, os requisitos de água são menores.

É claro que os requisitos de água podem ser totalmente diferentes sob condições climáticas e de solo diferentes. Por exemplo, solos com muito barro normalmente precisam de menos irrigação do que solos arenosos. Por outro lado, variedades de tomate possuem diferentes requisitos de água.

Vários produtores reportaram que eles irrigam suas plantas por 10 minutos a cada 4-5 dias durante o inverno e a cada dois dias durante o verão, nas primeiras etapas do desenvolvimento da planta. Dessa forma, eles forçam a planta a ‘buscar’ por água e, como resultado, desenvolver um sistema radicular mais profundo. Eles seguem esse padrão até a fixação da terceira inflorescência. Desse ponto até a colheita, eles irrigam suas plantas quase que diariamente.

Os produtores geralmente preferem regar seus tomates no começo da manhã ou no final da tarde. Irrigar a folhagem tem sido ligado ao surto de doenças. De forma geral, o excesso de umidade, especialmente na folhagem, pode favorecer surtos de doenças. Por outro lado, plantas estressadas pela água são mais susceptíveis a infecções.

O sistema de irrigação mais usado é a irrigação por gotejamento. Vários produtores usam canos de gotejamento únicos ou múltiplos de 12-20 mm de diâmetro. Esses podem fornecer um suprimento de água de 2-8 litros por hora.

Requisitos de fertilização do tomate – Melhor fertilizante de tomate

Primeiro de tudo, você tem que levar em consideração a condição do solo do seu campo através do teste de solo semianual ou anual, antes de aplicar qualquer método de fertilização. Não existem dois campos idênticos no mundo. Portanto, ninguém pode te aconselhar sobre métodos de fertilização sem levar em consideração os resultados dos testes feitos no seu solo, análise de tecido e histórico de culturas do seu campo. Entretanto, listaremos alguns programas comuns de fertilização de tomate usado por produtores.

De acordo com uma regra geral antiga no plantio do tomate, as plantas precisam de uma média de 300 kg N, 85 kg P2O5, 480 kg K2O, 30 CaO e 18 kg MgO por hectare (= 2,47 acres).

Em geral, os produtores fazem entre 0 a 10 aplicação de fertilizantes durante os 2-3 meses do período de crescimento do transplante a colheita. A maioria dos produtores aplicam estrume bem apodrecido nas fileiras, cerca de dois mês após o plantio. Eles também fazem a fertilização pré-plantio com alto teor de nitrogênio alguns dias após o plantio.

Entretanto, o método mais comum de fertilização do tomate é a fertirrigação. Os produtores injetam fertilizantes solúveis em água no sistema de irrigação por gotejamento. Dessa forma, podemos fornecer nutrientes de forma gradual e dar a planta tempo suficiente para absorvê-los.

Alguns dias após o plantio, eles começam a fertirrigação. Nesse ponto, eles aplicam um fertilizante Nitrogênio-Fósforo-Potássio 13-40-13 ou 15-30-15, enriquecido com vestígios de alguns elementos (micronutrientes). Altos níveis de Fósforo usados nas primeiras fases irão ajudar as plantas a desenvolverem um robusto sistema radicular. Além disso, os micronutrientes tornam mais fácil, em vários casos, que as plantas superem quaisquer condições de estresse causadas pelo transplante.

Eles continuam as aplicações adicionando Ca a cada três dias até o estabelecimento da terceira inflorescência. Durante os próximos dias, eles mudam a proporção de Nitrogênio-Fósforo-Potássio para 1-1-2. Quando os frutos alcançarem a maturidade, eles mudam a proporção novamente para 1-1-3. A partir desse ponto, eles aumentam os níveis de Potássio pois as plantas possuem maiores necessidades de potássio para criar frutos grandes e com uma boa força.

De acordo com outro programa de fertilização, as quatro etapas mais importantes do ciclo do cultivo do tomate são os seguintes:

 

1.) Etapa do desenvolvimento folear (2-15 dias após o transplante)

 

2.) Etapa de floração (16-30 dias após o transplante)

 

3.) Etapa do estabelecimento do fruto (31-41 dias após o transplante)

 

4.) Etapa do crescimento do fruto (dia 42 até a colheita)

 

Durante esses períodos, a aplicação total de fertilizante em kg via fertirrigação incluem:

Durante os períodos 1 e 2 (29 dias no total), eles aplicam 16 kg de N, 4 kg de P2O5, 24 kg de K20 e 2 kg de CaO.

Durante o período 3 (11 dias no total), eles aplicam 6 kg de N, 2 kg de P2O5, 8 kg de K20 e 1 kg de CaO.

Durante o período 4 (fase do crescimento do fruto), as taxas de fertilização aumentam dramaticamente e os produtores aplicam 20 kg de N, 6 kg de P2O5, 35 kg de K20 e 2 kg de CaO. Essas quantidades são totais (não quantidades diárias) contadas em quilogramas por hectare da área total da fazenda.

Entretanto, essas são apenas práticas comuns. Ninguém deve segui-los sem uma pesquisa própria. Cada campo é diferente e requer diferentes cuidados. Checar a condição do solo e o pH é vital antes de aplicar qualquer método de fertilização. Você pode consultar seu agrônomo local licenciado.

Colheita e armazenamento de tomate no ambiente externo

A maior parte dos tomate alcançam sua maturidade e estão prontas para serem colhidas 7-10 dias após o transplante, dependendo da variedade do tomate, condições ambientais, idade dos transplantes e outras técnicas de agricultura.

Produtores colhem mecanicamente os tomates industriais (tomate processados destinados à molhos e enlatados) em uma sessão. Na maioria dos casos, isso ocorre no final do verão. Por outro lado, tomates que serão ser vendidos para consumo cru (variedades para consumo caseiro) são normalmente coletados manualmente, junto com o cálice e parte do envoltório. Os produtores normalmente colhem esses tomate durante uma ou duas etapas antes da etapa final de amadurecimento. Isso é essencial para tomates que irão ser transportados por longas distâncias. O período de colheita pode durar várias semanas, então agricultores colhem cerca de 2-3 vezes por semana.

Rendimento de tomate em ambientes externos

O rendimento da agricultura de tomates em ambientes externos com colheitas com estaca tem, média, 60-100 toneladas por hectare (53.553 – 89.255 libras por acre). Variedades determinadas, entretanto, normalmente não rendem mais do que 30-50 toneladas por hectare (26.776 – 44.627 libras por acre) por conta do ciclo mais curto do cultivo. Tomates industriais de área externa de agricultores profissionais experientes normalmente geram 60-80 toneladas por hectare (53.553 – 71.404 libras por acre). Esses são rendimentos médios e existem desvios certamente impressionantes em vários casos.

Os tomates são coletados e categorizados dependendo do seu tamanho, forma e condição geral. Os tomates então são transferidos para áreas de armazenamento frescas (13°C-55,4°F), para que uma potencial perda de peso seja evitada. Os tomates podem ser armazenados em condições mais frias (4 °C – 39,2 °F) dado que eles tenham sido coletados durante suas etapas finais de maturidade. Se não, os tomates não irão conseguir atingir o nível desejado de maturidade. Eles provavelmente não conseguirão fazer o manejo para conseguir uma coloração vermelha intensa, pois a produção das substâncias responsáveis por dar a coloração vermelha para a fruta param em temperaturas baixas.

As deficiências mais comuns nutricionais do tomate

É crucial entender que uma deficiência nutricional da planta não significa, necessariamente, que o solo está esgotado. As deficiências em plantas ocorrem como resultado de vários fatores ambientais, ou até outros, que levam a inabilidade das plantas de absorver esse nutriente em específico. Portanto, os produtores devem considerar o teste tanto do solo quanto dos tecidos antes de tomarem quaisquer ações corretivas. Apenas após receber os resultados do laboratório que os produtores conseguirão discutir com um agrônomo sobre a solução do problema.

Deficiência em N

Tomateiros com deficiência em N mostram o problema deles com sintomas como descoloração de folhas mais velhas. Começamos a observar folhas amarelas nessa parte da folhagem assim que a deficiência começou. Alguns dias depois, toda a planta fica verde clara e, às vezes, tem desenvolvimento reduzido. Os motivos para tal deficiência pode ser várias, como aumento dos níveis de potássio e fósforo ou níveis em excesso da umidade do solo.

Deficiência em K

Os sintomas da deficiência de potássio aparecem a maior parte das vezes como clorose interveinal característica. Folhagem antiga pode murchar, ficar marrom e queimar. Alguns dos motivos da Deficiência em K são conteúdo de matéria orgânica maior que o normal, níveis aumentados de Magnésio e Cálcio, seca prolongada, níveis de pH baixos, níveis aumentados de EC ou temperaturas baixas.

Deficiência em Ca

O sintoma mais reconhecido causado pela deficiência em Ca é a podridão final da flor. Por isso, nos referimos à área marrom plana no final do florescimento do fruto, isso pode aparecer em qualquer etapa do desenvolvimento do fruto. O valor comercial dos frutos diminui rapidamente nesse caso. A podridão final da flor é um ambiente ideal para infecções secundárias de fungos. Algumas das causas da Deficiência em Ca incluem aplicações estendidas de fertilizantes de Nitrogênio, machucados nas raízes que tornam mais difícil a absorção da planta para absorver Cálcio, flutuações rápidas dos níveis de água do solo, muito Potássio, Magnésio ou Sódio, baixos níveis de pH, ou chuvas pesadas durante um curto período.

Anomalias fisiológicas dos tomates

Manchas de sol

As manchas de sol são causadas pela exposição prolongada do fruto à luz solar. Os tomates desenvolvem uma área amarela e branca com a pele seca na área que está diretamente exposta à luz solar. A causa dessa anomalia é a folhagem anormal relativo à proporção de frutos.

Enrolamento-da-folha

Acredita-se que a doença do Enrolamento-da-folha é por conta da falta de umidade causada por seca e calor prolongados, ou outros fatores de estresse como poda mais pesada ou o crescimento repentino da planta. É um problema comum em tomates que crescem em estufas.

Rachadura de Frutos

As rachaduras em frutos são feridas causadas pela absorção hídrica repentina e aumentada, especialmente após uma seca prolongada.

Pragas e doenças comuns do tomate

Pragas

Tuta absoluta

Alguns anos atrás, ninguém havia ouvido sobre a Tuta. Ainda assim, provavelmente esse é um dos inimigos mais prováveis para produtores de tomate. A Tuta absoluta se originou na América do Sul e é uma Lepidoptera altamente danosa para tomates. Ela também ataca outras Solanaceae como batatas, sem causar tais danos. A praga apareceu nos países por volta do Mediterrâneo, em 2006, e agora é um dos maiores pesadelos dos cultivadores de tomate na maior parte das áreas produtoras de tomate globalmente. Adultos colocam seus ovos sob a folhagem, hastes ou frutos. As larvas mais jovens começam se alimentando delas. A folhagem ou hastes colapsam e os frutos perdem seu valor comercial.

Assim que a plantação for atacada, o gerenciamento fica mais complicado. Já que a Tuta desenvolve imunidade contra pesticidas facilmente, a melhor forma de controle é através do manejo biológico. As armadilhas de feromônio são uma técnica comumente utilizadas. Elas atraem insetos machos, mantendo-os longe das fêmeas férteis. Portanto, de certo modo, elas reduzem sua população.

Liriomyza

Liriomyza spp. é um inseto que causa grandes danos em várias plantas incluindo o tomate. O dano causado por essa mosca é similar ao dano da Tuta absoluta. Os adultos furam as folhas, as hastes e os frutos e colocam seus ovos. Após eclodirem, as jovens larvas começam a se alimentar pelos tecidos, causando manchas brancas características. O dano reduz a qualidade e valor comercial do fruto. O manejo inclui a maior parte das medidas sugeridas para a Tuta absoluta.

Tetranychus

Tetranychus urtice é um pequeno ácaro que ataca várias culturas, incluindo tomates. Aranhas passam o inverno em restos de folhas e atacam os tomate durante condições de clima quente e seco. Os ácaros atacam a folhagem para se alimentar, causando descolorações amareladas ou um murchamento característico bronze-amarronzado que parece um dano de chamas. Podemos também observar teias entre a folhagem.

Uma técnica apropriada é monitorar a população usando armadilhas constantemente. Se o número estiver acima de limites toleráveis, você deve considerar uma intervenção sempre após consultar um agrônomo local licenciado. Existem soluções biológicas e químicas no mercado, as quais devem sempre devem ser feitas sob padrões das Boas Práticas Agrícolas.

Doenças do tomate

Botrytis (Mofo Cinza)

O mofo cinza é uma séria doença do tomate, causado pelo famoso fungo Botrytis cinerea. O patógeno é capaz de sobreviver por longos períodos na forma de esclerotinia. As infecções são favorecidas por baixas temperaturas combinadas com altos níveis de umidade, enquanto o vento e a chuva espalham os esporos rapidamente de planta para planta. Os sintomas podem aparecer para todas partes subterrâneas da planta; entretanto, tecidos saudáveis não são atingidos de forma ativa. Infecções ocorrem à tecidos machucados, por exemplo, após a poda. Os sintomas incluem lesões cinzas amarronzadas formadas nas bordas das folhas. Após um tempo, essas lesões são cobertas por um mofo cinza. O tecido machucado pode gangrenar, o que aperta as nervuras levando à morte da planta. Se o fruto realmente estiver infectado, ele fica mole e ensopado.

O controle da doença começa com medidas de precaução apropriadas. O passo mais importante é a rotação de culturas. Então, controle de ervas daninhas e distância segura entre as plantas são importantes. A poda adequada na hora certa e ser cuidadoso para não regar a folhagem também são medidas de precaução. As condições gerais das plantas (níveis de nutrientes e água, exposição ao sol) também podem melhorar sua imunidade. O tratamento químico só é usado se o problema é severo e deve sempre estar sob supervisão de um agrônomo local licenciado. É também essencial fazer uma higienização apropriada, como a desinfecção das ferramentas todas as vezes que tocarmos nas plantas.

Alternaria (mancha cedo)

É uma séria doença do tomate, causada pelo fungo Alternaria solani. O patógeno passa o inverno em restos de folhas, sementes ou ervas daninhas e espalha através do ar e água. A Alternaria infecta os tomates em vários estágios de desenvolvimento. Os sintomas incluem o apodrecimento de mudas, compressão das hastes entre outros. Para fazer o manejo da infecção, existem algumas medidas de precaução para considerar como a rotação de culturas, controle de ervas daninhas, remoção de restos de planta, irrigação por gotejamento e o uso de variedades resistentes de tomate.

Praga Tardia (Phytophthora infestans)

Chuvas fortes durante o final da primavera ou começo do verão em vários países é um sinal importante de que a doença se espalhará rápido em grandes fazendas comerciais de tomate com cultivo externo. Os tomateiros infectados podem ser destruídos pela P. infestans. Os frutos do tomate têm manchas marrom-escuro que gradualmente crescem e destroem o fruto do tomate inteiro.

Anthracnose

A Anthracnose é outra doença comum do tomate causada pelo fungo Colletotrichum spp. O patógeno pode infectar todas partes da planta; porém, na maioria das vezes notamos os sintomas em frutos maduros. Frutos imaturos podem ter sido contaminados, porém os sintomas ainda não são visíveis. Os sintomas em tomates maduros aparecem como lesões brancas e circulares que aumentam periodicamente e ficam marrons.

Oídio

Ao contrário da maioria das doenças fúngicas de tomate, o Oídio, apesar de favorecido pela alta umidade, pode se desenvolver em períodos de seca. Nós realmente conseguimos ver um pó do oídio do micélio do fungo na parte superior das folhas Os sintomas podem incluir manchas cloróticas com lesões angulares na superfície superior das folhas. Nós sempre precisamos desinfetar nossas ferramentas após fazermos o manejo da planta infectada para prevenir a infecção de se espalhar para plantas saudáveis. O manejo inclui todas as medidas de controle do Botrytis combinadas com o uso de plantas resistentes.

Murcha de Verticillium

Esse murchamento é causado pelo fungo Verticillium albo-atrum e V. dahliae. O patógeno sobrevive no tecido da planta e pode ser transmitido por nematódeos.  O patógeno invade a planta pelas raízes. Precisamos ser cuidados pois a doença pode ser assintomática durante as primeiras fases, tornando o manejo mais tarde ainda mais difícil. A doença destrói o sistema vascular da planta. Água e nutrientes não conseguem ser transferidos para as partes áreas do tomateiro. Podemos observar a folhagem murchando em dias quentes nas últimas fases do ciclo da doença. As folhas também desenvolvem clorose e lesões angulares em forma de v.

Vira-cabeça-do-tomateiro (TSWV)

A doença TSWV também é importante. As tripes são os transmissores mais comuns da TSWV Os sintomas incluem manchas negras na folhagem e listras nas hastes. Se a infecção ocorrer antes do estabelecimento dos frutos, a planta provavelmente não conseguirá produzir os frutos. Infelizmente, já foi observado que o vírus também infecta ervas daninhas logo após o cultivo do tomate. Isso, infelizmente, é parte essencial em preservar o patógeno mesmo quando o campo está em pousio.

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Equipe Editorial do Wikifarmer
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