Cultivo de pimentas para lucro – Cultivo de pimentas e pimentas chili

How to grow Pepper for profit

Como cultivar comercialmente pimentas doce e pimentas chili em ambientes externos

Cultivar pimentas em ambientes externos pode ser uma boa fonte de renda. Em poucas palavras, a pimenta é uma planta perene, porém a maioria dos produtores as produzem anualmente. A maior parte dos produtores de pimenta doce e pimenta chili começam as plantações desde sementes (híbridas) em um ambiente interno protegido. Enquanto esperam as mudas crescerem e ficarem prontas para o transplante, eles preparam o solo. Enquanto nivelam a terra, eles removem quaisquer restos de cultivos prévios e colocam um filme plástico preto nas fileiras. O filme plástico preto não só ajuda o solo a ficar mais quente, mas também controla as ervas daninhas. Eles também fazem o design e colocam o sistema de irrigação por gotejamento. Quando elas estão prontas para o transplante, eles fazem pequenos buracos no filme plástico onde plantam as mudas. A Fertilização, Irrigação por Gotejamento e Manejo de Ervas Daninhas são feitas na maioria dos casos. Muitos produtores colocam estacas nas plantas para apoiar o crescimento da planta, melhora a aeração e facilitam a coleta algumas semanas depois. Entretanto, nem todas plantas de pimenta precisam de estacas. A maior parte das variedades comerciais de pimenta podem ser colhidas em cerca de 60-90 dias após o transplante. O tempo do Plantio até a Colheita depende da variedade, condições climáticas e da idade das mudas plantadas. A colheita só pode ser feita com tesouras manuais ou facas e é normalmente feita em 1-2 sessões por semana. Produtores de pimenta que o fazem em ambientes externos podem usar tratores para a colheita. Após a colheita, os produtores de pimenta fazem o arado e destroem os restos da plantação. Eles também podem fazer a rotação de culturas (com repolho, milho, legumes e outros) para controlar doenças e impedir o solo de se esgotar.

O fator restritivo quanto estiver produzindo pimenta em ambientes externos é sempre a temperatura. A temperatura ótima é 18-26 °C (64.4-78.8 °F). A planta precisa de temperaturas durante o dia de 23 °C (73,4 °F) e temperaturas noturnas próximas à 18 °C (64,4 °F) para produzir o pólen. A temperatura do solo não deve ficar abaixo de 18 °C (64,4 °F). O clima frio durante o período de crescimento irá inibir o crescimento da planta. As plantas que sofreram esse choque não se recuperam facilmente.

É crucial decidir o método de crescimento assim como as variedades de pimenta que crescem mais na sua área. Existem dois métodos de cultivar pimentas: Cultivo da semente ou cultivo de mudas.

Como cultivar pimentas da semente

As pimentas são cultivos de clima quente. Eles precisam de 2-3 meses do transplante para a colheita. Os produtores, geralmente, preferem colocar as sementes em sementeiras com profundidade de 0.5-1 cm (0.2-0.4 polegadas) sob condições controladas e, então, transplantá-las em suas posições finais no campo. Caso você estiver planejando cultivar pimentas da semente, existem alguns fatos que você precisa saber. As sementes de pimenta precisam que a temperatura do solo esteja pelo menos em 18 °C (64,4 °F) para germinar. Consideramos como temperaturas ótimas aquelas entre 20-30 °C (68-86 °F). É importante que a semente possua níveis ótimos de umidade para brotar. Produtores semeiam duas sementes em cada pote e usam relva como substrato para aeração e drenagem apropriadas. Além do mais, as sementes de pimenta precisam ter um relativo nível médio de umidade próximo à 70-75% para germinar. Irrigar demais pode ser danoso. Em alguns casos, as jovens mudas podem precisar de um período de endurecimento. Os produtores começam a gradualmente remover plantas de ambientes externos duas semanas antes do transplante. No começo, eles as deixam do lado de fora por apenas duas horas e, periodicamente, aumentam o tempo de exposição ao ambiente externo.

Como cultivar pimentas de mudas

Os agricultores também podem comprar plantas de um vendedor confiável, ou transplantar mudas que tenham crescido de sementes por conta própria. A hora certa de transplantar as mudas é quando desenvolveram 5-6 folhas reais, e eles alcançaram uma altura de 15-30 cm (6-12 polegadas).

Requisitos do Solo e Preparação para a Plantação de Pimentas Doce e Pimentas Chili

Pimentas não possuem requisitos estritos de solo. Eles crescem em uma grande gama de solo. Entretanto, a planta vai prosperar melhor em solos meio arenosos com aeração apropriada e com drenagem. É uma planta sensível tanto à seca e condições encharcadas. Os níveis de pH ótimo ficam entre 6 e 7; entretanto, temos casos em que as plantas podem tolerar níveis de pH próximos a 5,5-8. A preparação básica do solo começa algumas semanas após o transplante das mudas de pimenta. Os produtores removem quaisquer remanescentes de culturas prévias e ervas daninhas e fazem o arado naquele momento. Ao mesmo tempo, os agricultores removem pedras e outros materiais indesejados do solo.

Uma semana depois, muitos produtores aplicam um fertilizante basal como esterco apodrecido ou fertilizante comercial sintético, sempre após examinar os resultados do seus testes de solo e após consultar um agrônomo local licenciado. A maioria dos fazendeiros podem integrar o fertilizante basal no mesmo dia, usando tratores de lavoura. Alguns produtores preferem aplicá-lo só nas faixas que irão plantar, enquanto outros aplicam no campo inteiro. É claro que o primeiro método é mais econômico. Provavelmente será uma boa hora instalar canos de irrigação por gotejamento no dia seguinte.

O próximo e mais importante passo (especialmente em países com temperaturas não-ótimas de solo durante o período de plantio) é a cobertura linear por polietileno. Muitos produtores cobre as fileiras com Fotografias de Transmissão por Infravermelho (IRT) pretos ou verdes ou filme plástico preto. Eles usam essa técnica para manter a temperatura da zona radicular em níveis ótimos (>21 °C ou 70 °F) e impedir o crescimento de ervas daninhas.

No que se refere ao cultivo orgânico das pimentas, as coisas podem ser diferentes e agricultores podem utilizar coberturas em suas culturas para enriquecer o solo. De acordo com a Fazenda UC Santa Cruz – Centro para Agroecologia e Sistemas Sustentáveis de Alimento, a preparação do solo na agricultura orgânica de pimenta começa o outono antes da temporada de crescimento. Eles semeiam uma cultura de cobertura (por exemplo, a ervilhaca – Vicia sativa) durante o outono antes do ano que queremos cultivar pimentas. Cerca de um mês antes do transplante da pimenta (primavera), eles fazem o arado e incorporam o cultivo no solo, então o campo deles será enriquecido com matéria orgânica. Cerca de 14 dias depois, o trator faz o arado novamente para fazer camas. Após o arado, os agricultores irrigam o campo, apesar de não ter nenhuma plantação. Sprinklers irrigam as camas feitas. Dessa forma, as sementes de ervas daninha germinam. Os produtores buscam essas ervas daninhas e removê-las. Essa técnica às vezes é usada na cultura de arroz. Cerca de uma semana depois, eles fazem o transplante de jovens mudas de pimenta. O transplante é feito ou muito cedo de manhã ou durante à tarde.

O plantio de pimenta e espaçamento da planta – Número de plantas de pimentas chili por hectare e acre

O plantio de pimenta em ambientes externos começa principalmente durante o final do inverno, dado que as temperaturas estejam próximas aos níveis ótimos. Em alguns países, as mudas de pimenta são transplantadas para ambientes externos durante a segunda metade da primavera. Produtores em países com clima apropriado continuam o transplante até o início do outono. Os produtores de pimenta eventualmente fazem a colheita do inverno até o inverno (junho-dezembro).

Após todos os passos de preparação que começaram meses após o plantio (arado, fertilização basal, instalação do sistema de irrigação e cobertura do plástico filme), nós podemos proceder com o transplante. Produtores rotulam os pontos exatos na cobertura de polietileno onde eles irão plantas as mudas. Então eles cavam buracos no plástico e plantam as mudas. É importante plantar as mudas na mesma profundidade, como se estivessem em um viveiro. Os produtores plantam suas mudas de pimenta em fileiras únicas ou duplas. As distâncias podem diferir entre plantas com estacas ou sem estacas. Um padrão comum para o plantio de plantas sem estacas em fileiras únicas é 0,3 m a 0,5 m (12-20 polegadas) de distância entre as plantas na fileira e 0,5 m a 0,75 m (20-30 polegadas) de distância entre as fileiras. Para pimentas em estacas em fileiras únicas, eles preferem 25-30 cm (10-12 polegadas) de distância entre as plantas na fileira e 120-150 cm (47-59 polegadas) de distância entre fileiras. Para fileiras duplas, 0,25 m a 0,3 m (10-12 polegadas) de distância entre as plantas na fileira e 0,5 m a 0,6 m (20-24 polegadas) de distância entre as fileiras e 1.2-1.5 m (47-59 polegadas) entre as duplas.

Como resultado, teremos aproximadamente 18000-45000 plantas por hectare (7.287-18.218 plantas por acre). As distância e o número exato de plantas dependem da variedade de pimenta, as condições ambientais, o sistema de irrigação, a formação da poda e, claro, o rendimento desejado pelo produtor. (1 hectare = 2,47 acres = 10.000 metros quadrados).

Poda da pimenta – As pimentas precisam de poda? – Como fazer a poda da pimenta

A poda é um procedimento importante e fornece várias vantagens. Entretanto, nem todas variedades de pimenta precisam de poda. Para aqueles que fazem isso, a poda permite aos produtores controlar a vegetação. Além do mais, a poda deixa um espaço extra para a aeração prevenindo infecções fúngicas. Além do mais, a colheita fica muito mais fácil. Em geral, pimentas sem poda têm uma tendência de produzir várias gemas e folhas periféricas. A folhagem extra torna difícil para o produtor fazer o manejo da planta. O procedimento de poda necessário inclui a remoção de hastes periféricas. Os produtores mantêm apenas 2-4 gemas na planta. Dessa forma, a planta tem uma forma mais flexível e manejável. Vários produtores também fazem o desbaste. Eles removem as hastes que crescem entre as gemas e a folhagem. É crucial tentar não cortar a haste muito próxima da nervura. Ao invés disso, você pode considerar manter uma distância de 4 cm (1.6 polegadas) para evitar infecções. Por outro lado, a poda e as estacas aumentam os custos trabalhistas, o que pode ser balanceado se o período de colheita for longo o suficiente. No mercado, podemos encontrar determinadas variedades que oferecem rendimentos satisfatórios sem fazer a poda.

Estacas de plantas de pimenta

A maioria dos produtores de pimenta usam as estacas para suas pimenta. Essa técnica fornece várias vantagens. Primeiro, isso impede que a folhagem e as frutas toquem o solo. Ao mesmo tempo, a poda deixa um espaço extra para a aeração. Além do mais, a colheita fica muito mais fácil. Produtores de ambientes externos usam estacas e amarram suas plantas gentilmente nelas.

Requisitos de água e de sistemas de irrigação da pimenta

De acordo com a FAO, os requisitos hídricos totais da pimenta por um período de crescimento são 600-900 mm e até 1250 mm por longos períodos de crescimento e várias colheitas. Entretanto, os requisitos hídricos da pimenta são diferentes durante as várias etapas de desenvolvimento da planta. Geralmente, os períodos críticos de pimentas são o estabelecimento e amadurecimento dos frutos. Antes dessas etapas, os requisitos de água são menores.

É claro que os requisitos de água podem ser totalmente diferentes sob condições climáticas e de solo diferentes. Por exemplo, solos com muito barro normalmente precisam de menos irrigação do que solos arenosos. Além do mais, variedades de pimenta doce e pimenta chili também possuem diferentes requisitos de água. Vários produtores em países do Mediterrâneo, preferem irrigar suas pimentas durante 10 minutos por dia a cada 4-5 dias durante o início da primavera. Dessa forma, eles forçam a planta a ‘buscar’ por água e, como resultado, expandir suas raízes. Entretanto, do florescimento até a colheita, eles irrigam suas plantas diariamente. Os produtores geralmente preferem regar suas pimentas no começo da manhã ou no final da tarde. Irrigar a folhagem tem sido ligado ao surto de doenças. De forma geral, o excesso de umidade, especialmente na folhagem, pode favorecer surtos de doenças. Por outro lado, plantas estressadas pela água são mais susceptíveis a infecções. O sistema de irrigação mais usado é a irrigação por gotejamento. Vários produtores usam canos de gotejamento únicos ou múltiplos de 12-20 mm de diâmetro e 2-8 litros por hora de água.

Polinização da pimenta

As pimentas são autopolinizáveis. Isso significa que produtores não precisam usar insetos para melhorar a polinização das suas pimentas. Entretanto, de acordo com estudos, insetos podem amarrar o processo de amadurecimento do fruto. Entretanto, produtores devem tomar muito cuidado no caso de fazerem o cultivo de pimentas chili e doce juntas. Se você plantar pimentas chili próximas a pimentas doce, é possível que as pimentas doce irão se converter em chilli. O motivo é que, muitas vezes, as pimentas doce permitem que o pólen da chili, transferidas pelo vento ou insetos, polinizem elas. Para evitar esse efeito e a perda do valor comercial dos seus produtos, uma técnica apropriada é deixar uma longa distância entre as colheitas de pimentas chili e doce.

Manejo de ervas daninhas da pimenta

Um importante procedimento no cultivo da pimenta é o manejo de ervas daninhas. As plantas de pimenta as vezes sofrem com as ervas daninhas, as quais competem em termo de espaço, acesso à luz solar, água e nutrientes. Além do mais, ervas daninhas podem se tornar lar para pragas que podem atacar as plantas. É necessário que todos produtores de sálvia tenham uma boa estratégia de controle de ervas daninhas, a qual pode variar significantemente entre países, conjunto de leis, meios de produção, indústrias-alvo etc. O controle manual de ervas daninhas semanalmente é praticamente obrigatório em alguns casos (produção orgânica).

Requisitos de fertilização de pimentas – Programas comuns de fertilização para plantio de chili

Primeiro, você tem que levar em consideração a condição do solo do seu campo através do teste de solo semianual ou anual, antes de aplicar qualquer método de fertilização. Não existem dois campos idênticos no mundo. Portanto, ninguém pode te aconselhar sobre métodos de fertilização sem levar em consideração os resultados dos testes feitos no seu solo, análise de tecido e histórico de culturas do seu campo. Entretanto, vamos listar os planos mais comuns de fertilização da pimenta usados por uma quantidade considerável de produtores.

Atualmente, os produtores fazem entre 0 a 10 aplicações no solo de fertilizantes durante os 2-3 meses do período de crescimento do transplante a colheita. Alguns produtores aplicam estrume bem apodrecido (30-40 toneladas por hectare) nas fileiras, cerca de dois meses antes do plantio e anterior à desinfecção do solo. De forma alternativa, eles podem aplicar o nitrato de amônio de cálcio: 600-800 kg por hectare e sulfato de potássio: 500 kg por hectare.

Entretanto, o método mais comum de fertilização de pimentas chili e doce é a “fertirrigação”. Essa palavra vem da combinação de Fertilização e Irrigação. Os produtores injetam fertilizantes solúveis em água no sistema de irrigação por gotejamento. Dessa forma, eles podem fornecer nutrientes gradualmente e dar à planta o tempo apropriado para absorvê-los. Eles começam a fertirrigação alguns dias após o plantio. Nesse ponto, eles aplicam um fertilizante Nitrogênio-Fósforo-Potássio (iniciante) 13-40-13 ou 15-30-15, enriquecido com vestígios de alguns elementos (micronutrientes). Altos níveis de Fósforo usados nas primeiras fases irão ajudar as plantas a desenvolverem um forte sistema radicular. Além disso, os micronutrientes tornam mais fácil, em vários casos, que as plantas superem quaisquer condições de estresse causadas pelo transplante. Eles continuam as aplicações até o período de florescimento ao adicionar um fertilizante balanceado de Nitrogênio – Fósforo – Potássio 20-20-20 ou 15-15-15, novamente enriquecido com elementos traço. Em alguns casos, eles podem aumentar o P novamente para melhorar o florescimento nesse momento. Ao passo que a planta se aproxima da fase de estabelecimento dos frutos, eles mudam a taxa novamente para 15-5-30 ou 10-15-20. A partir desse ponto, eles aumentam os níveis de Potássio pois as plantas possuem maiores necessidades para esse elemento para criar frutos com boas formas. Nesse ponto, a planta aumentou as necessidades de Ca. No caso da deficiência de cálcio, começaremos a observar uma desordem fisiológica chamada apodrecimento do florescimento que causa áreas negras na base e nos lados das pimentas. Alguns produtores aplicam a fertilização de Ca foliar durante ao estabelecimento dos frutos e repitam após 15 dias.

De acordo com outra escola de pensamento, o crescimento da pimenta pode ser dividido em três períodos.

Crescimento Vegetativo. Dias 1-20 do transplante

Estabelecimento das flores e frutos. Dias 21-55 do transplante

Período de amadurecimento e colheita. Dias 56 à colheita

Durante esse primeiro período, eles aplicam (através da fertirrigação) 2 kg de N, 1 kg de P2O5 e 3 kg de K2O por hectare por dia.

Durante esse segundo período, eles aumentam as taxas de fertilização e aplicam (através da fertirrigação) 4 kg de N, 1 kg de P2O5 e 5 kg de K2O por hectare por dia.

Durante o terceiro período, as taxas diminuem, e produtores aplicam novamente (através da fertirrigação) as taxas do primeiro período.

Já que algumas variedades de pimentas são colhidas 55 dias após o transplante e outros podem ser colhidos 110 dias após o transplante, qualquer um pode entender que os limites dos períodos mencionados acima são apenas números médios, e ninguém deve seguir essas direções sem fazer sua própria pesquisa. Essas são apenas algumas práticas comuns. Ninguém deve segui-las sem levar em consideração a variedade da pimenta, condição do solo e outros fatores locais. Cada campo é diferente e requer diferentes cuidados. Checar os nutrientes do solo e seu pH é vital antes de aplicar qualquer método de fertilização. Você deve sempre consultar seu agrônomo local licenciado.

Colheita de pimentas

A maior parte das pimentas alcançam sua maturidade e estão prontas para serem colhidas 2-3 meses após o transplante. O tempo de colheita depende da variedade da pimenta, das condições ambientais e, claro, da idade dos transplantes. Em geral, variedades coloridas amadurecem depois das variedades verdes.

Em fazendas comerciais de ambiente externo em larga escala, produtores usam equipamento mecânico durante a colheita. Entretanto, na maioria dos casos, os produtores coletam as pimentas manualmente. O tempo certo varia. Vários produtores fazem a colheita quando os frutos tiverem um tamanho aceitável da variedade delas, porém, ao mesmo tempo, elas continuam crocantes e verdes (para variedades verdes). As variedades coloridas devem ter recém começado a obter a coloração característica da sua variedade. Isso é essencial, especialmente para pimentas que irão ser transportados por longas distâncias. O período de colheita pode durar várias meses. Portanto, os agricultores coletam os frutos em mais de uma sessão de colheita (2-3 sessões por semana).

Rendimento das pimentas chili por Hectare e Acre – Rendimentos no plantio da pimenta

Um bom rendimento, após anos de experiência, são 25 a 50 toneladas por hectare (22.314 – 44.628 por acre). Em alguns casos, produtores experientes podem alcançar um rendimento de até 100 toneladas por hectare (89.255,87 libras por acre). Entretanto, esses rendimentos são alcançados por produtores profissionais após vários anos de experiência.

As deficiências nutricionais mais comuns da pimenta

É crucial entender que uma deficiência nutricional da planta não significa, necessariamente, que o solo está esgotado. As deficiências de plantas ocorrem como resultado de vários fatores ambientais que levam à inabilidade da planta em absorver esse nutriente. Portanto, os produtores devem considerar o teste tanto do solo quanto dos tecidos das plantas antes de usarem quaisquer fertilizantes em suas plantas.

Deficiência em N

Plantas de pimenta com deficiência em N mostram o problema deles com sintomas como folhas amarelas e pequenas, diminuição na taxa de crescimento, menos flores, e estabelecimento reduzido ou zerado de frutos. Finalmente, as pimentas que geram frutos acabam os produzindo deformados. Altas taxas de chuva e irrigação excessiva tornam as coisas piores.

Deficiência em K

Os sintomas da deficiência de potássio aparecem a maior parte das vezes como clorose interveinal característica. Folhagem antiga pode murchar, ficar marrom e queimar. Existe uma baixa taxa de estabelecimento de frutos e as pimentas ficam menores que o normal.

Deficiência em Ca

O sintoma mais comum causado pela deficiência em Ca é a podridão final da flor. Por isso, nos referimos à área marrom plana no final do florescimento do fruto, isso pode aparecer em qualquer etapa do desenvolvimento da pimenta. O valor comercial dos frutos diminui rapidamente nessas condições. A podridão final da flor é um ambiente ideal para infecções secundárias de fungos.

Deficiência em Mg

A deficiência em magnésio é comum a pimentas e é mais comumente expressa em folhas velhas. O sintoma mais óbvio de deficiência em Mg é a descoloração da folhagem, enquanto as nervuras continuam verdes.

Deficiência em P

Se os níveis de Fósforo estão baixos, observamos um crescimento limitado. A planta tem dificuldade em produzir flores e, quando o faz, apenas uma de várias se torna um fruto. As folhas podem ficar amarelas e murcharem, enquanto os frutos normalmente ficam subdesenvolvidos e possuem bem poucas sementes.

Desordens fisiológicas comuns em pimentas

Manchas de sol

As manchas de sol são causadas pela exposição prolongada do fruto à luz solar. As pimenta desenvolvem uma área branca com a pele seca na área que está diretamente exposta à luz solar. A causa dessa anomalia é o nível folhagem baixo relativo à proporção de frutos.

Rachadura de Crescimento

As rachaduras de crescimento são feridas causadas pela absorção hídrica repentina e aumentada, especialmente após uma seca prolongada.

Pragas e doenças comuns

Pragas

Liriomyza

Liriomyza spp. é um inseto que faz túneis em várias plantas, incluindo a pimenta. Os adultos furam as folhas, as hastes e os frutos e colocam seus ovos. Após eclodirem, as jovens larvas começam a se alimentar pelos tecidos, causando manchas brancas características. A habilidade fotossintética das plantas é normalmente bem reduzida já que as células que contêm clorofila são destruídas. As folhas infectadas podem cair, expondo os tecidos da planta à ação do vendo e os frutos às manchas de sol. O dano reduz a qualidade e o valor comercial do fruto. Eles já causaram danos severos, principalmente em pimentas chili no México.

O manejo é difícil. Entretanto, existem algumas medidas preventivas para controlar o ataque.

É crucial deixar o mais difícil possível para pragas se aproximarem de plantas. Algumas medidas preventivas incluem armadilhas e remoção de ervas daninhas.

Tetranychus

Tetranychus urtice é um pequeno ácaro que ataca várias culturas, incluindo pimentas e tomates. Essa peste passa o inverno em restos de folhas e atacam as plantas durante condições de clima quente e seco. Os ácaros atacam a folhagem para se alimentar, causando descolorações amareladas ou um murchamento característico bronze-amarronzado que parece um dano de chamas. Podemos também observar teias entre a folhagem. Uma prática comum é monitorar a população usando armadilhas constantemente. Se o número estiver acima de limites toleráveis, você deve considerar uma intervenção apenas após consultar um agrônomo local licenciado. Existem soluções biológicas e químicas no mercado, as quais devem sempre devem ser feitas sob padrões das Boas Práticas Agrícolas.

Tripes

As tripes são pequenos insetos que danificam as plantas de pimenta através de buracos que fazem nos tecidos para se alimentar ou botar ovos. Eles passam o inverno em ervas daninhas ou em restos de plantas e, quando a primavera chega, eles passam para flores onde se alimentam sugando o néctar e o pólen. Esse procedimento pode levar a flores deformadas e diminuição do florescimento.

Doenças comuns das plantas de pimenta doce e chili

Botrytis (Mofo Cinza)

O mofo cinza é uma séria doença da pimenta, causada pelo famoso fungo Botrytis cinerea. O patógeno é capaz de sobreviver por longos períodos na forma de esclerotinia. As infecções são favorecidas por altos níveis de umidade, enquanto o vento e a chuva espalham os esporos rapidamente de planta para planta. Os sintomas podem aparecer em todas as partes subterrâneas da planta. Os sintomas incluem lesões cinzas amarronzadas formadas nas bordas das folhas. Após um tempo, essas lesões são cobertas por um mofo cinza. As folhas murcham e caem. O fungo entra nos tecidos causando a morte das mudas. Um sintoma característico dos frutos infectados são os halos brancos que se desenvolvem nas pimentas. Se o fruto realmente estiver infectado, ele fica mole e ensopado.

O controle da doença começa com medidas de precaução apropriadas. Esses incluem o controle de ervas daninhas e distância segura entre as plantas. As condições gerais das plantas (níveis de nutrientes e água, exposição ao sol) também podem melhorar sua imunidade. Podemos usar o tratamento químico apenas se o problema é severo e deve sempre estar sob supervisão de um agrônomo local licenciado. É também essencial fazer uma higienização apropriada, como a desinfecção das ferramentas todas as vezes que tocarmos nas plantas.

Alternaria (mancha cedo)

A Alternaria é uma séria doença causada pelo fungo Alternaria solani. O fungo passa o inverno em restos de folhas, sementes ou ervas daninhas e espalha através do ar, água, insetos e ferramentas de plantio. A Alternaria infecta as plantas de pimenta em diferentes etapas do seu desenvolvimento. Infelizmente, a Alternaria pode levar o apodrecimento do fruto mesmo após a colheita.

Mancha na folha de septoria

A Septoria é uma séria doença da folhagem causada pelo fungo Septoria lycopersici. O patógeno é favorecido por climas chuvosos e ataca as folhas. Ela causa manchas escrutas que parecem manchas bacterianas e lesões de Alternaria. Infelizmente, o patógeno por ficar no solo após a colheita da plantação, já que pode sobreviver em ervas daninhas comuns como a Solanum carolinense.

Praga Tardia (Phytophthora capsici)

A Phytophthora é uma doença do solo que infecta quase todas as partes das plantas, levando à eventual morte da planta. Os sintomas podem aparecer mais comumente nas raízes e hastes (apodrecimento das hastes). A doença então infecta as folhas, ao passo que elas murcham. A planta gradualmente perde a folhagem e colapsa. Lesões de frutos também podem aparecer como áreas ensopadas. Os frutos então são cobertos com um pó de mofo branco. Infelizmente, o patógeno pode passar o inverno no solo por até 10 anos. As pimentas podem ser infectadas quando a chuva ou a irrigação comum batem no solo infestado e caem nos frutos emergentes.

Anthracnose

A Anthracnose é outra doença comum da planta da pimenta. Ela é causada pelo fungo Colletotrichum spp. As infecções ocorrem comumente durante climas quentes e úmidos. O patógeno pode infectar todas partes da planta. Entretanto, notamos os sintomas mais facilmente em frutos maduros. O patógeno pode infectar frutos não-maduros também, mas os sintomas não são visíveis neles. Os sintomas em pimentas maduras aparecem como lesões circulares que periodicamente aumentam, afundam e se juntam. Sob condições ótimas de umidade e níveis de temperatura, os esporos dos fungos com coloração salmão-rosado aparecem. Infelizmente, o patógeno pode sobreviver em sementes. Portanto, é essencial usar sementes livres de patógenos.

Míldio

O Míldio é uma doença comum de pimenta em estufas causada pelo fungo Peronospora tabacina. Os sintomas aparecem na superfície superior das folhas em formas de manchas verde-amarelas. Sob condições de alta umidade nas áreas respectivas, observamos erupções de azul para violeta em superfícies inferiores das folhas. Folhas fortemente infectadas morrem e caem. O desfolhamento torna as plantas inúteis e leva a perdas pesadas das culturas.

Oídio

A Leveillula taurica (estágio imperfeito = Oidiopsis taurica) são as espécies mais comuns de fungo que causam o oídio em pimentas. Nós podemos observar um pó do oídio do micélio do fungo na parte superior das folhas Os sintomas podem incluir manchas cloróticas com lesões angulares na superfície superior das folhas. Nós sempre precisamos desinfetar nossas ferramentas após fazermos o manejo da planta infectada para prevenir a infecção de se espalhar para plantas saudáveis. Infelizmente, o patógeno tem uma grande gama de hospedeiros e um inóculo de uma das espécies de plantas hospedeiras que podem infectar outros indivíduos e algumas ervas daninhas. Na Califórnia, o inóculo de oídio pode vir de cultivos como cebola, algodão, tomate e todas as variedades de pimenta e algumas ervas daninhas.

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Equipe Editorial do Wikifarmer
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